terça-feira, 22 de março de 2011

Corpo e alma na ciência - Dra. Rita Levi Montalcini

 Rita Levi Montalcini nasceu em 22 de abril de 1909. Médica, professora, prêmio Nobel em 1986 pela descoberta do Nerve Grown Factor (Fator de Crescimento dos nervos). Dedicou-se ao estudo da plasticidade Neuronal , ela diz que possuimos grande plasticidade neuronal e ainda quando morrem neuronios,  os que restam se reorganizam para manter as mesmas  funções, mas para isso é conveniente  estimulá-los .
Dra. Rita Levi Montalcini Presidente Honorária da Associação Italiana de Esclerose Múltipla
 A italiana neurologista Dra. Rita Levi-Montalcini, que completou 100 anos no dia 22 de abril de 2009, recebeu o Prêmio Nobel de Medicina há 23, quando tinha 77. Ela nasceu em Turím, Itália, em 1909 e obteve o título de Medicina na especialidade de Neurocirurgia.
Por causa de sua ascendência judia se viu obrigada a deixar a Itália um pouco antes do começo da II Guerra Mundial. Emigrou para os Estados Unidos onde trabalhou no Laboratório Victor Hambueger do Instituto de Zoologia da Universidade de Washington de San Louis. Em 1951 veio ao Brasil, para realizar experiências de culturas in vitro no Instituo de Biofísica da Universidade do Rio de Janeiro, onde, em dezembro do mesmo ano, a pesquisadora consegue identificar o fator de crescimento das células nervosas (Nerve Growth Factor, conhecido como NGF). Esta descoberta  que  lhe valeu, em 1986, o Premio Nobel para a Medicina, junto com Stanley Cohen.
Não vai se aposentar? ( perguntou-lhe um jornalista)
          * Jamais! Aposentar-se é destruir o cérebro!
          * Muita gente se aposenta e se abandona...E isso
             mata seu cérebro. E adoece.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Considero esta mulher brilhante!



Rose Marie Muraro,  nasceu no Rio de Janeiro, 11 de novembro de 1930,  é uma intelectual e feminista brasileira. Formada em Física e Economia, esta escritora e editora publicou diversos livros polêmicos, contestadores e inovadores do ponto de vista dos valores sociais modernos. Nos anos 70, foi uma das pioneiras do movimento feminista no Brasil. Nos anos 80, quando a Igreja adotou uma postura mais conservadora, passou a ser perseguida por seus ideais.
A editora Vozes é um capítulo à parte na vida de Rose. Lá, trabalhou com Leonardo Boff durante 17 anos e das mãos de ambos nasceram os dois movimentos sociais mais importantes do Brasil, no século XX: o movimento de emancipação das mulheres e a teologia da libertação - até hoje, base da luta dos oprimidos. E em 1986, Rose e Boff foram expulsos da Vozes, por ordem do Vaticano. Motivo: a defesa da teologia da libertação, no caso de Boff e a publicação, por Rose, de seu livro Por uma erótica cristã.
Rose Marie Muraro é escritora e editora. Escreveu 35 livros que venderam mais de 500 mil exemplares e editou 1.600 livros em toda a sua carreira
No dia 2 de janeiro de 2006 foi publicado no Diário Oficial da União a Lei 11.261 que a nomeia Patrona do Feminismo Brasileiro
Rose Marie Muraro seus filhos, familiares, amigos e personalidades de renome , fundam no ano de 2009 o Instituto Cultural Rose Marie Muraro, perpetuando com esta iniciativa a sua obra em prol da cultura e do conhecimento.

domingo, 13 de março de 2011

As Pistas da Mentira

    A mentira é uma característica tão central na vida, que um melhor conhecimento desta será relevante para a compreensão de quase todos os comportamentos humanos (Ekman, 1985).
    Pode-se imaginar algumas situações em que se faz necessário identificar a mentira, situações onde esta pode ter uma implicação grave, muito diferente da mentira social: 1) Um psicólogo, ao entrevistar um detento, a fim de elaborar uma avaliação de soltura, deverá ter conhecimentos para detectar a mentira, pois será um dos responsáveis pelo ajustamento deste à sociedade; 2) Um juiz, ao dar o veredicto final de um processo, deve estar atento aos sinais indicadores de mentira a fim de proceder com justiça; 3) Um empresário poderá evitar problemas futuros se estiver habilitado para reconhecer tais sinais, ao estabelecer uma negociação.
    Comportamentos não-verbais podem indicar contradições entre aquilo que o paciente diz e o que se manifesta em seu comportamento, sendo que o terapeuta pode utilizar tais dados em seu trabalho terapêutico, assinalando, por exemplo, as contradições entre o que o paciente mostra com seu corpo e aquilo que diz.
    Pode-se definir mentira como o ato de enganar alguém, deliberadamente, sem antes notificá-lo de tal intenção. Assim, de acordo com esta definição, quando se joga pôquer, ao omitir informações sobre seu jogo, você não estará mentindo, pois espera-se que um bom jogador blefe durante a partida. Da mesma maneira que o jogador de pôquer, um ator não espera que seu público acredite que os sentimentos que ele expressa sejam reais. Por outro lado, existe o auto-engano, situação na qual aquele que falseia informação acredita naquilo que diz, logo, não está mentindo (Ekman, 1997).
    Segundo Ekman (1985) existem várias formas de mentira: omitir informação verdadeira, falsificar ou apresentar informação falsa como sendo verdadeira, admitir uma emoção dando uma origem falsa para sua causa, contar a verdade falseando-a ou admitir a verdade de maneira tão exagerada que pareça mentira, falar apenas parte da verdade, ou dizer a verdade de forma a parecer o oposto do que é dito.
    A seguir abordamos as pistas não-verbais que indicam quando alguém está mentindo :
 Sinais da Mentira
    Mentimos com mais facilidade com as palavras do que com nossas gesticulações ou posturas corporais. É verdade que as pessoas podem exibir um rosto simpático, construir um sorriso falso e fingir que estão com raiva. Elas podem, ainda, ser falsas nas suas ações, bem como com as palavras, mas apenas quando sabem mais ou menos o que fazer.
    Embora, o “bom mentiroso” emita um menor número de sinais com o corpo e com a face, conseguindo suprimir a maior parte dos movimentos de contorção do corpo, restam quase sempre alguns pequenos movimentos corporais (Morris, 1996; Morris, 1978) e faciais (Ekman, 1985) difíceis de se eliminar. Esses movimentos podem limitar-se a micro expressões faciais e a ligeiras alterações de peso ou pressão, sendo que esses indícios podem ser detectados caso o ouvinte esteja alerta para eles.
Gestos

As pistas que mais facilmente podem ser suprimidas quando mentimos são os gestos. Existem alguns tipos de gestos que merecem atenção:
1) Emblemas são sinais gestuais que, dentro de uma cultura, possuem um significado preciso, sendo usados em lugar de uma palavra ou quando não se pode falar. Os emblemas aparecem cortados e/ou incompletos quando a pessoa mente, surgindo, geralmente, fora da região de apresentação (entre pescoço e quadris).  Como exemplos de emblemas, na cultura ocidental, temos o levantar os ombros em sinal de interrogação ou incerteza e o balançar a cabeça em sinal de “sim” ou “não”. Pessoas mentindo levantam sutilmente um dos ombros antes de responder a algumas perguntas, promovendo, desta forma, um sinal de mentira (Ekman,1985). Em resumo, pode-se dizer que os sinais emblemáticos aparecem, deixando escapar informações ocultas, fora da região de apresentação, quando mentimos.

2) Ilustradores são gestos diretamente ligados à fala. Os ilustradores servem apenas para enfatizar ou ilustrar o discurso.Os estudos sobre mentira indicam que há uma tendência das pessoas usarem menos ilustradores quando falseiam uma informação. Na mentira, os ilustradores aparecem fora de sincronia com o discurso. Por exemplo, ao enumerarmos tópicos ilustrando com os dedos (um, dois, três, quatro, etc) estes aparecem atrasados em relação à contagem verbal.

3) Manipuladores ou Adaptadores: Os manipuladores ou adaptadores são gestos que não estão diretamente relacionados à fala. Caracterizam-se como movimentos de auto-manipulação, como coçar o nariz, passar a mão no cabelo, esfregar o queixo, etc. A freqüência de manipuladores aumenta quando a pessoa está tensa e ansiosa (não necessariamente quando está mentindo). Entretanto, como muitas pessoas sentem-se tensas e ansiosas quando estão mentindo, estes gestos podem aparecer nestas ocasiões, em função de um maior “desconforto psicológico”.

Paralinguagem

    De acordo com Rector e Trinta (1990), a paralinguagem remete a uma série de ocorrências na linguagem, mas que não fazem parte da Língua. Assim temos: a) Variações de altura e intensidade da voz, não previstas no sistema de entonação; b) as pausas; c) sons que não fazem parte da Língua, como os risos e suspiros; d) outras qualidades da linguagem articulada, como a ressonância.

    Embora tenhamos um grande controle sobre o conteúdo de nossa fala, a paralinguagem pode muitas vezes nos trair, fornecendo pistas de que estamos mentindo. Destacamos a seguir alguns sinais paralinguísticos da mentira:

1) Fala: torna-se mais alta e menos fluente na simulação. Hesitar no início da fala, particularmente se a hesitação ocorrer quando alguém estiver respondendo a uma pergunta, pode ser um sinal de mentira (Ekman, 1985).
2) Pausas: podem ser mais longas e/ou mais freqüentes quando as pessoas mentem. É como se fosse necessário parar para pensar antes de responder uma pergunta.
3) Tom de Voz: de acordo com a literatura, quanto mais nervosa está uma pessoa mais aguda fica sua voz. Como as pessoas, em geral, ficam nervosas quando mentem, uma voz mais aguda pode ser indicador de mentira. Por outro lado uma pessoa pode estar nervosa por razões outras que não seja o medo de ser pego mentindo.

Face

    As pessoas possuem maior dificuldade de mentir com a face do que com as palavras. Quando falamos, podemos nos monitorar com a audição. O mesmo não acontece com as expressões faciais autênticas, que, além de não possuírem um sistema de feedback sensorial, são involuntárias e possuem um tempo de duração relativamente curto. Inibir uma expressão facial espontânea pode ser muito difícil, e nem sempre estamos atentos o suficiente para antecipar sua ocorrência e controlá-la a tempo de escondê-la com outra expressão. Por outro lado, pode-se dizer que demonstrar na face uma emoção que não é sentida nem sempre é possível, porque as vias neurais subjacentes às expressões espontâneas e às expressões posadas são diferentes, e os músculos faciais respondem de maneira diferente a estímulos provenientes de cada uma. Estas são algumas pistas faciais indicadoras de que a pessoa está mentindo sobre suas verdadeiras emoções:

1) Expressões quebradas aparecem quando o sujeito percebe que uma expressão vai aparecer e tenta controlá-la, conseguindo-o apenas em parte. O resultado é que apenas alguns sinais da expressão total aparecem. Comumente, o sorriso ou uma expressão falsa é criada para encobrir a expressão original.
2) Timing. Expressões verdadeiras são demonstradas rapidamente na face. Se a expressão não é verdadeira, esta tende a permanecer na face por mais tempo que o usual.
3) Expressões Assimétricas: existem evidências de que as expressões voluntárias (não espontâneas) são assimétricas, enquanto que as involuntárias (espontâneas) não o são.
4) Localização: Se a expressão de uma emoção aparece depois das palavras relativas a esta, provavelmente ela é falsa. Normalmente, a expressão de uma emoção genuína aparece junto com as palavras e até alguns segundos antes.

Conclusão

Nesta breve exposição enumeramos apenas algumas pistas não-verbais da mentira. Esse conhecimento representa um instrumento importante para o reconhecimento desta. Com isso não queremos sugerir que a mentira possa ser desvendada por uma “receita de bolo”. O estudo sério e científico requer sua contextualização no âmbito total do comportamento. Os indícios aqui resumidos são apenas uma amostra do que a psicologia experimental vem pesquisando no campo da percepção da mentira.
                                                                                          
                                                                                          (Monica Portela)

quinta-feira, 10 de março de 2011

O que é Programação Neurolingüística?


Segundo a definição de Joseph O’Connor em seu livro “Introdução à Programação Neurolingüística”, a PNL é a arte e a ciência da excelência, ou seja, das qualidades pessoais. É arte porque cada pessoa imprime sua personalidade e seu estilo àquilo que faz, algo que jamais pode ser aprendido através de palavras e técnicas. E é ciência porque utiliza um método e um processo para determinar os padrões que as pessoas usam para obter resultados excepcionais naquilo que fazem. Este processo chama-se modelagem e os padrões, habilidades e técnicas descobertos através dele estão sendo cada vez mais usados em terapia, no campo educacional e profissional, para criar um nível de comunicação mais eficaz, um melhor desenvolvimento pessoal e uma aprendizagem mais rápida.
Você já fez algo com tal eficiência a ponto de ficar impressionado? Já lhe aconteceu de se admirar do que fez e ficar pensando como conseguiu aquilo? A Programação Neurolíngüística nos ensina a entender e a modelar nossos sucessos, para que possamos repeti-los. Trata-se de uma maneira de descobrir e revelar nossa genialidade, uma forma de darmos o melhor de nós e extrairmos o melhor dos outros.
A Programação Neurolíngüística é uma ferramenta prática que cria os resultados que queremos obter. É uma análise do que diferencia um resultado excepcional de um resultado apenas médio. Por outro lado, apresenta uma série de técnicas extremamente eficazes que podem ser usadas no campo da educação, da terapia, dos negócios, dos esportes, enfim, no mundo das mudanças pessoais e profissionais.






terça-feira, 8 de março de 2011

Como nasceu o amor romântico?


A pergunta que se faz parece não interessar a muita gente. Mesmo assim refletir sobre ela faz lembrar que o Amor nunca é demais e que as pessoas devem se amar mais e melhor em cada novo dia, dando maior sentido à vida. Essa motivação deve povoar qualquer terra em que os seres humanos amem, bem como qualquer tempo onde as pessoas sonhem. Deve habitar a vida.
Para refletir sobre a indagação inicial andei por muitos lugares procurando uma resposta. Por fim apelei para os historiadores e estudei o amor através dos tempos e seguindo passo a passo a construção da civilização ocidental, eu estudei o amor entre os Gregos, o amor entre os Romanos, o amor entre os Judeus. Entrei no cristianismo e estudei o amor na ótica de Agostinho, Jerônimo e Tertuliano, e me vi na Idade Média e lá contemplei o amor dos plebeus e dos nobres, e até o amor escondido nos conventos. Depois saí pelos castelos acompanhando os trovadores e vi nascer entre eles o amor cortesão, onde só os filhos primogênitos se casavam por causa das heranças, que não eram divididas. Assim, sobravam vários jovens solteiros que se apaixonavam pelas damas e que só podiam viver um amor idealizado, logo sofrido.
Depois, notei que o amor se fez ridículo, desprestigiado, tanto que na Idade da Razão ele fora reduzido à mera sensualidade. Seduzia-se pelo prazer de seduzir e não necessariamente pelo prazer do amor. Foi ali que encontrei Giovani Jacopo, Casanova e Don Juan Tenório de Servilha, o célebre Don Juan, personagem encantador de uma comedia escrita por Tirso Molina, no século XVII.  Surgiu nesta esteira, no Ocidente, o amor romântico, que se caracterizava pelo fato de amar o ato de amar, ou seja, não se amava o outro e sim, o amor, não se importando em possuir objeto de amor, mas sim, sofrer e até morrer por amor. Antes, as pessoas não casavam por amor. Isso é uma coisa recente já que casamento era uma coisa muito séria para se misturar com amor.”
Nos fins do século XVII o amor teve um novo alento. Nasceu cheio de sonhos e de fantasia. Era o amor romântico, o amor de Pierrot e Colombina, o amor de Romeu e Julieta, o amor de Tristão e Isolda, todos rígidos e marcados por impossibilidades. Quanto mais obstáculos a transpor, mais apaixonado ele se torna. Entretanto, em um determinado momento, interesses econômicos introduziram esse tipo de amor no casamento, transformando toda a sua história. A chegada do amor romântico fez do casamento o meio para as pessoas realizarem suas necessidades afetivas.
Até a Revolução Industrial, no final do século XVIII, as pessoas moravam mais no campo, junto a vários outros membros da família, o que fazia com que sentissem afetivamente amparadas. Os casamentos aconteciam por razões econômicas e políticas. Por isso duravam a vida toda. Não havendo romance nem expectativa de satisfação sexual, não havia decepções, e ninguém pensava em se separar.
Mas as fábricas e os escritórios que surgiam foram atraindo os homens para trabalhar nos centros urbanos. Nasceu, então, a família nuclear - mãe, pai, filhos - agora sozinhos na cidade. Para que o casal suportasse viver assim, longe daqueles com quem tinha laços afetivos, inaugurou-se o amor romântico no casamento.

                                                                                (Luisa Lessa)